Estou aqui: Doenças de Pele >> Pediculose (piolho)
Viva! dermatologia Slides

Pediculose (piolho)

E-mail Imprimir

Quando uma criança tem coceira intensa na cabeça, é sinal que ela pode estar com piolhos – ou pediculose. A pediculose pode ser confirmada pela presença de lêndeas ou piolhos no couro cabeludo. As lêndeas são os ovos dos piolhos – aqueles pontinhos brancos que ficam agarrados aos fios dos cabelos. Já o piolho é o parasita, aqueles bichinhos pretos que ficam caminhando pelo couro cabeludo.

Quando a criança está infestada de piolhos, a coceira é tão intensa que pode provocar pequenos ferimentos na cabeça. Por isso, é preciso retirar as lêndeas com pente fino, pois os medicamentos só matam os piolhos. Se as lêndeas continuarem nos cabelos, a criança voltará a ter piolhos.

O tratamento convencional para acabar com os piolhos é com o uso de xampus e loções, que deve ser repetido após a primeira semana do tratamento. Outras crianças que conviverem com a infestada de piolho devem ser observadas, pois o piolho passa de uma pra outra.

Como ocorre o contágio?

A transmissão da infecção se dá através de contato direto (inclusive relação sexual) ou indireto (escovas de cabelo, roupas, etc).

Quais os sinais e sintomas da pediculose?

Na pediculose da cabeça, além do prurido intenso, podemos visualizar o parasita e seus ovos (lêndeas) no couro cabeludo do indivíduo acometido. Na pediculose do corpo encontramos escoriações, pápulas ("bolinhas"), pequenas manchas hemorrágicas e pigmentação, principalmente no tronco e na região glútea. Na pediculose pubiana ("chato" pois o parasita responsável tem forma achatada) são encontradas manchas violáceas, escoriações e crostas hemorrágicas, além do prurido intenso. Pode ocorrer também infecção secundária nesta região.

Como é feito o tratamento?

No tratamento da pediculose são utilizados, em geral, os mesmos medicamentos tópicos usados na escabiose ("sarna"). É fundamental o tratamento dos familiares ou comunicantes do doente. Raramente é necessário o corte de cabelos de crianças acometidas.

Fonte: Portal da Sociedade Brasileira de Dermatologia